Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

DRIFTING/ EM DERIVA Lisboa- Procuram-se Participantes

  • Data Limite: 3 de Janeiro de 2012

    Convocatória: Procuram-se participantes

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    DRIFTING / EM DERIVA em Lisboa

    de António Pedro Lopes (Pt) e Gustavo Ciríaco (Br)

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    O projecto DRIFTING / EM DERIVA em Lisboa de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco procura 10 pessoas para integrarem um laboratório de criação que culminará em 4 apresentações a terem lugar no Negócio (Bairro Alto), nos dias 26, 27, 28 e 29 de Janeiro de 2012, sempre às 21h 30, em Lisboa.

    Procuramos pessoas a partir dos 16 anos que vivam em Lisboa, com ou sem experiência de palco, interessadas em dança, performance e arte contextual.

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    Condições de Participação

    O projecto decorrerá durante todo o mês de Janeiro e estará dividido em quatro momentos, os participantes deverão ter disponibilidade para as datas de laboratório, ensaios e apresentações:

    1.Encontro/experiências individuais com os artistas- 1 encontro a definir com cada participante entre 4 e 11 de Janeiro.

    2.Duas semanas de laboratório de criação (3 horas por dia em horário pós laboral com todos os participantes, 2ªs,4ªs e 6ªa feiras no período de 9 a 20 de Janeiro

    3.Ensaios dia 23, 24 e 25 de Janeiro das 19h às 22h.

    4.Participação nos dias de apresentação – 26 a 29 de Janeiro, das 19h às 22:30

    A participação no projecto tem como centro a experiência de um laboratório de criação. É portanto, um projecto baseado em troca de experiências e criação em conjunto. Ainda que se trate de um projecto que apela à participação voluntária, todos os participantes beneficiarão de um apoio simbólico de transporte e alimentação.
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    Para as inscrições, por favor, envie um e-mail para: drifting.em.deriva@gmail.com contendo:

    - dados pessoais (Nome, Morada, Telefone e Email)
    - uma fotografia sua tirada em Lisboa (onde se perceba claramente o rosto e a localidade)
    - uma curta biografia (sublinhando a experiência social, profissional e emocional com Lisboa)

    + infos: 917908484 ou 939023426

    Data Limite de Inscrição : 3 de Janeiro de 2012

    DRIFTING | Em Deriva é um projecto contextual que leva Ciríaco e Lopes a diferentes cidades para mapear os afectos que correm nesses lugares, através de vários tipos de encontro. Numa primeira instância, o encontro das suas histórias num contexto deslocado, depois o encontro com cada cidade como paisagem urbana, e finalmente o encontro com os seus habitantes, as personagens que encontram na deriva e que alimentam o processo criativo. Seguindo uma lógica episódica, cada cidade é um novo capítulo neste exercício viajante que cria pontes entre pessoas e lugares.

    DRIFTING | Em Deriva -Lisboa é o 4º episódio numa série de incursões por cidades do mundo. Anteriormente, o projecto decorreu nas cidades do Rio de Janeiro, Taipei e São Paulo. Em cada uma dessas cidades, o projecto arriscou um formato diferente e provisório, tendo já resultado respectivamente numa performance, numa exposição e num espectáculo. O episódio lisboeta assume a forma de um laboratório de criação com apresentações, e propõe experiências de deriva pela cidade, passeios, efeitos de corrente, cadavre exquis, telefones estragados, estranhas coincidências, colecções de histórias, corpos-exposição, blind dates, discos, danças, casamentos, correntes de ar, apartamentos, pretos no branco, lugares de passagem e espaços de memória.

    DRIFTING| Em Deriva – Lisboa é um projecto de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco,co-criado e interpretado por 10 participantes do laboratório de criação. Este projecto é co-produzido e acolhido em residência pela Galeria Zé dos Bois (Negócio) e financiado pelo Programa de Apoio à Dança da Fundação Calouste Gulbenkian.

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    Notas Biográficas

    António Pedro Lopes nasceu em Ponta Delgada em 1981. É performer, autor de espectáculos. Depois de ter estudado teatro musical, licenciou-se em Teatro na Universidade de Évora e frequentou o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Trabalhou entre outros com Jérôme Bel, João Fiadeiro, Gustavo Ciríaco e Marco Berrettini/*MELK PROD. Cria espectáculos em nome próprio desde 2004. Em 2010, fundou em Lisboa a ONE LIFE STAND, estrutura onde desde então tem inscrito e desenvolvido vários projectos em colaboração com outros artistas: Luzes Ligadas Não Quer Dizer Que Estejamos em Casa (2010) com Monica Gillette; MEASURE IT IN INCHES (2011) com Marianne Baillot e Drifting/Em Deriva( a partir de 2010) com Gustavo Ciríaco. Os seus trabalhos foram apresentados em Portugal, Espanha, Alemanha, França, Brasil, Taiwan e México. É também elemento activo na implementação de S&T Collaborations (www.sweetandtender.org), canta, e ensina regularmente em teatros e programas de educação artística. Para saber mais sobre APL, por favor consulte: theantsandtherats.blogspot.com

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    Gustavo Ciríaco nasceu no Rio de Janeiro. É performer e artista contextual com actuação nas artes performativas e visuais. Desde 95, apresenta-se, ensina e desenvolve parcerias com artistas brasileiros e estrangeiros no Brasil, América Latina, Ásia e Europa.Seus projectos são encontros centrados na produção de presença, na ficção compartilhada e na arquitectura imaginária.Actua no espaço urbano com projectos de caminhada, em parceria com Andrea Sonnberger: Aqui enquanto caminhamos (Alkantara, Lisboa 2006) e Vizinhos (Casa Encendida, Madrid 2009) ; em projectos conversacionais:Drifting (Casa França-Brasil, Rio; Bamboo Curtain Studio, Taipei; Desaba & Centro Cultural de São Paulo), em parceira com António Pedro Lopes; e em espetáculos de dança: Still – sob o estado das coisas (SESC São Paulo, 2007), Nada. Vamos Ver (SESC São Paulo e Culturgest, 2009) e Eles vão ver (Panorama, 2010). É director artístico do Manifesta!, Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro e curador convidado do Entre_Lugares, programa de intercâmbio entre Londres e Rio de Janeiro, uma parceria do ENTRE (Sérgio Porto) e o Chelsea Theatre. Actualmente desenvolve o projeto Where the horizon moves (Maus Hábitos & Guimarães Capital Européia da Cultura) e é artista convidado do projeto Occupy Rio, parte da London 2012 Cultural Olympiad. Maiores detalhes, procure-o no gustavociriaco.blogspot.com

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    Mais informação sobre o projecto: Drifting / Em Deriva

Quarta-feira, Agosto 03, 2011

AQUI:HERE:AGORA:NOW: CITEMOR

Qui 4 e Sex 5 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho

Marianne Baillot & António Pedro Lopes
MEASURE IT IN INCHES
co-produção, estreia
Um discurso de agradecimento. Uma cerimónia de gratidão suspensa no zénite de um cenário, onde a casualidade de agradecer um cigarro a um estranho encontra o evento estrelado dos Óscares e a euforia dos prémios desportivos. Recicla-se a condição de se estar grato por alguma coisa, We measure it in inches (medimo-lo em polegadas) e Fahrenheit. A gratidão é ritualizada, suspensa num recreio de magnificação onde tudo se tenta sempre «mais do que a vida», ainda que desesperadamente.
E mesmo quando os discursos de agradecimento trazem consigo os ruídos estranhos da competição e da fama, preferimos acentuar o sentido extásico da celebração, porque esta cerimónia não pode ter fim. E questionamo-nos se podemos fazer um zoom infinito, ampliar uma e outra vez o momento depois do espectáculo em que os actores voltam ao palco para receber um enorme aplauso.
Andy Warhol disse uma vez: «não prestes atenção ao que escrevem sobre ti, mede-o apenas em polegadas». O poder das palavras e das emoções é um poder maleável medido em visibilidade, aparência, reconhecimento e legitimação.
Imagine-se agora, por momentos, inverter a régua e converter a medida da aparência na medida da presença. E concentrarmo-nos num OBRIGADO desmedido e suspenso, incapaz de sair de si próprio e de se completar.
Rita Natálio

http://theantsandtherats.blogspot.com

Coreografia: António Pedro Lopes e Marianne Baillot Elenco: António Pedro Lopes e Marianne Baillot Luminotécnico: Severine Rième Cenógrafo: Severine Rième Dramaturgia e Som: Rita Natálio Apoio à Produção: Paula Oliveira e Cécile Pennetier Produção: ELSE (Region Centre, França) e One Life Stand (Lisboa, Portugal) Co- produção: Théatre de Vanves - Scéne Nationale de Danse, Maus Hábitos, O Espaço do Tempo, Citemor – Festival de Montemor-o-Velho e CCN Belfort Residências Artísticas: Maus Hábitos, CCN Belfort, O Espaço do Tempo, Théâtre de Vanves, Volapuk (Tours) Apoio à Residência: GDA - Direitos dos Artistas Apoio: Teatro Nacional São João e Companhia Erva Daninha Agradecimentos: Daniel Pires, Ana Carvalho, Hélder de Sousa, Mónica Rocha, Laurent Vinauger, Elizabete Leão, Júlio Alves, Gustavo Ciríaco, João Sofio e Filipe Conceição.

A Associação Else é subsidiada pela RÉGION Centre, DRAC Centre e Adami.

> entrada gratuita

Terça-feira, Maio 03, 2011

SP

Saír à rua com o sexo nos olhos
com o sexo em anexo
sentar-se em cadeiras altas
para controlar, ver, verificar
todos na rua. todos em frente. todos fora.
lá dentro. uma vistoria. cá fora brasileiro de um lado, chinês do outro.
ares condicionados chovem e anunciam tempestades.
o céu escultural é claro, é escuro, é negro, é sujo, é medo.
a merda vagueia no mar. o bebé flutua na água.
dos que comem gibóia e arrotam camarão.
dos que atravessa a paulista como um casamento. começar no paraíso e acabar na consolação.
ela corre e derruba o lixo, soca o lixo, bate-se com o lixo.
o lixo espalha-se. voa, acumula-se, nasce, desaparece, é levado nos nossos olhos, faz montanhad de números maiores que infinitos.
eles caem ou já se deitam caídos.
ela grita filha da puta arregaçada, cadela, te enfio o pau na goela.
eles escondem-se debaixo de cobertores castanhos, cartões castanhos.
eles não são mulatos, são castanhos. eles não ameaçam, eles deitam, eles deixam.
eles deixam os outros passar.
os outros passam num desfile.
os outros são estranhos na passagem.
os outros desfilam erros de amor.
os outros amam amar não sabendo, e por isso vão indo, vão andando.
os outros derivam os seus sexos vagueando de corpo inteiro.
os outros calam o entendimento e brincam de trocar de papel.
os outros falam-se e entendem-se.
os outros amam-se antes do verbo e reclamam experiência além do objecto.
o objecto dos outros é isto.
é isto aqui.
é isto aqui agora.
é isto aqui agora mesmo.
é isto aqui agora mesmo que os outros querem.
é isto aqui agora mesmo que os outros precisam de descongelar para ser reformado, lançado e deixado.
os outros vão traduzir os amores.
os amores estão aqui agora mesmo deixando marcas.
as felicidades dos outros nos deixam marcas, nos fazem sorrir e sentir profundamente traçados.
o traço é trabalho.
dá trabalho o amor.
é trabalho o amor.
o amor é traço.
o amor é trabalho.
o trabalho é uma carta de amor dos outros para eles.

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